Anistia quer comissão independente para investigar execução de Marielle

Foto : Mídia Ninja

Diante da falta de solução e de informações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, a Anistia Internacional reivindica um mecanismo externo e independente para monitorar as investigações.

De acordo com a ONG, várias informações graves divulgadas pela imprensa seguem sem nenhum tipo de esclarecimento pelas autoridades, entre elas: 1) Que a munição utilizada pertenceria a um lote que teria sido vendido à Polícia Federal; 2) que a arma empregada seria uma submetralhadora de uso restrito das forças de segurança; 3) que submetralhadores do mesmo modelo teriam desaparecido do arsenal da Polícia Civil; 4) e que câmeras de vídeo no local do assassinato teriam sido desligadas na véspera do crime.

Além disso, “a dinâmica da execução e a precisão dos tiros sugerem a participação de pessoas com treinamento específico e qualificado”, segundo a nota do organismo internacional.

“O silêncio e a confidencialidade que têm como objetivo garantir a eficácia da investigação não podem ser confundidos com o silêncio das autoridades diante da obrigação de esclarecer corretamente a execução de Marielle”, afirmou a diretora-executiva da Anistia no Brasil, Jurema Werneck, ao Estadão.

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