
Os benefícios, de acordo com o Termo Referencial da licitação, são “amenizar os impactos da ausência de número ideal de taquígrafos no setor”, proporcionar celeridade no atendimento às solicitações de notas taquigráficas, reduzir o número de pedidos, além do tribunal promover a inserção de novas tecnologias apresentadas no mercado. Para atender aos pedidos, atualmente, o TJ-BA só conta com quatro operadores de som e três taquígrafas, que se dividem ao máximo para acompanhar todas as sessões. O termo afirma que a quantidade de pessoas no tribunal para desempenhar tais funções não permite que todas as sessões tenham notas taquigráficas, pois em alguns dias há mais de quatro sessões simultâneas. E as notas taquigráficas por si só não bastam. As profissionais, por vezes, precisam recorrer ao áudio para revisar e transcrever o conteúdo. O serviço licitado poderá alcançar o valor de R$ 2,8 milhões para um contrato de 36 meses. O valor é considerado relativamente baixo diante dos benefícios e de cotações comparadas com outros tribunais. Segundo o Termo Referencial publicado, o contrato do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) foi de R$ 8,1 milhões. O contrato do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) foi de R$ 4,1 milhões e do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) foi de R$ 5,4 milhões. Esses valores compreendem um serviço que seria mais do que o necessário para a Corte baiana. “Na cotação, as empresas colocam valores mais altos do que o habitual. No pregão, que haverá ampla concorrência, a tendência é que esses valores reduzam substancialmente. Esse valor não será pago a cada três anos, é a compra do equipamento e da solução, mais o serviço durante três anos. Depois disso, o equipamento e a solução continuam com o tribunal e há transferência, inclusive de conhecimento”, explica o secretário de Tecnologia. Ele ainda completa que, durante o pregão, os valores podem reduzir até 40%, ficando abaixo do previsto. A implantação das gravações das sessões, segundo Leandro Sady, “são passos curtos e lentos para quem vê de fora, mas dentro do serviço público e do Judiciário é um grande passo, pois existe todo um histórico”. “E é aos poucos que a gente vai implementando”, salienta, sem pressa. Isso representará em uma mudança de cultura no Judiciário, não só baiano, já que é uma tendência nacional. “Estamos completamente alinhados à Lei de Transparência e de Acesso à Informação, uma vez que a população, hoje, não precisa mais solicitar informações que diz respeito a interesses dela. Ela vai ao site e busca essas informações. O interessante desse processo é que ela democratiza o acesso à informação. Fica disponível para todos. A gente não está descartando o papel da taquigrafia, que é muito importante, mas estamos andando de acordo com o que o mundo solicita, que é celeridade”, pontua. Para ele, é impossível se pensar em melhorias e inovação se não houver um braço da Tecnologia da Informação. “A gente sabe de toda dificuldade que é falar de inovação em um ambiente público e em determinada esfera, mas aos poucos vamos mostrando os benefícios e as pessoas vão aderindo. Tudo que é novo, às vezes, gera um receio, uma preocupação. Mas eu acredito muito no que vai trazer de benefícios”, diz.
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