Uma atendente denunciou um médico do supermercado onde trabalha por injúria racial. Amanda Gregório, de 30 anos, diz que foi vítima de preconceito durante uma consulta ocorrida no dia 31 de outubro.
De acordo com o jornal Extra, na ocasião Amanda levou ao consultório um atestado que a deixou afastada por quatro dias e, durante a conversa, o médico teria chamado a funcionária de “neguinha” e, em seguida, a mandado estudar.
“O médico me disse que eu seria afastada pelo mesmo motivo de antes (depressão), mas meu atestado era por um quadro de estresse. Respondi que ele deveria me mostrar o porquê de me afastar. Ele ficou bravo e disse que se eu não sabia a lei, que eu fosse estudar. Depois ele me chamou de “neguinha””, contou Amanda ao jornal Extra.
Na ocasião, Amanda disse que chegou a desmaiar de tão nervosa que ficou. Ela prestou queixa de injúria racial na 27ª DP do Rio no mesmo dia em que o crime teria acontecido. Além de ir à polícia, ela também procurou ajuda no Sindicato dos Comerciários.
“Uma situação semelhante a esta já havia ocorrido comigo, mas preferi não denunciar. Precisava continuar trabalhando na unidade de Irajá, porque queria ficar perto do meu filho, de 2 anos. Quando fui transferida para Botafogo, comecei a ficar com depressão, pois só me trocaram de unidade por perseguição”, acrescentou Amanda.
A empresa na qual ela trabalha disse que está apurando o caso com ambas as partes e que vai tomar medidas necessárias. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.









