
Na segunda noite da Micareta de Mutuípe, importante evento no Vale do Jiquiriçá e Recôncavo Baiano, foliões deram destaque a bandeira de Israel.
Entenda abaixo o pouco sobre o conflito:
O grupo extremista islâmico armado Hamas bombardeou Israel na manhã do dia (7/10), pelo horário local, em um ataque surpresa considerado um dos maiores sofridos pelo país nos últimos anos.
Ao reivindicar a ofensiva, o Hamas afirmou se tratar do início de uma grande operação para a retomada do território.
O conflito entre Israel e a Palestina mistura política e religião e já se estende há décadas, tendo deixado milhares de mortos e feridos em ambos os lados.
O conflito entre Israel e Palestina já dura décadas. Em sua forma moderna, remonta a 1947, quando as Nações Unidas propuseram a criação de dois Estados — um judeu e um árabe — na Palestina, sob mandato britânico. A proposta foi aceita pelos líderes judeus, mas rejeitada pelo lado árabe e nunca foi implementada.
Sem capacidade de resolver a situação, os governantes britânicos partiram e o Estado de Israel foi proclamado pelos líderes judeus no ano seguinte, causando revolta entre os palestinos e resultando na Guerra árabe-israelense de 1948.
Em meio a diversos impasses sobre os territórios, em 1967 veio a Guerra dos Seis Dias, que mudou o cenário na região. Vitorioso, Israel tomou à força a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, então sob controle da Jordânia, bem como a Faixa de Gaza, sob administração egípcia. À época, 500 mil palestinos fugiram.
Desde então, em meio a outros conflitos e enfrentamentos, o país anexou Jerusalém Oriental (onde estão localizados santuários venerados por cristãos, judeus e muçulmanos) e continua a ocupar a Cisjordânia, mas se retirou em 2005 da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico Hamas desde 2007.
A solução de referência da comunidade internacional é a criação de um Estado palestino que coexista em paz com Israel.
A resolução do conflito, no entanto, ainda se choca em disputas que parecem cada vez mais insolúveis, como a segurança de Israel, as fronteiras, o estatuto de Jerusalém e o direito de retorno dos refugiados palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas terras, por exemplo.
O conflito já resultou em muitas tentativas de paz, mas com poucos resultados práticos.
De um lado, entre as principais reivindicações da Palestina, está a suspensão da colonização de seus territórios, que tem assentamentos incentivados por Israel, por exemplo.
Dados de 2017 apontam que pelo menos 600 mil colonos israelenses vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Por outro lado, Israel exige seu reconhecimento como um Estado judeu — o que é recusado pelos palestinos, que têm receio de sacrificar o direito de regresso dos refugiados.
Outros fatores como a demora na criação de um Estado palestino independente e o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza também pesam na discussão. Para ambos, os fatores domésticos tornam difícil qualquer concessão.
Vale lembrar que apesar de controlar a região, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) perdeu parte de sua legitimidade entre os palestinos ao longo dos anos por diversos motivos, como a paralisação do processo de paz para o local e acusações de corrupção.
Esse cenário acabou dando espaço para um fortalecimento do movimento islâmico armado Hamas.
O Hamas é uma das maiores organizações islâmicas nos territórios palestinos da atualidade e é considerado um grupo terrorista por Israel, Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e outras potências globais. Isso levou a restrições financeiras e diplomáticas sobre o grupo.
O nome em árabe é um acrônimo para Movimento de Resistência Islâmica, que teve origem em 1987.
Fonte: G1








