
Assim que a dor aliviou, Marilene se dirigiu até o banheiro, onde deu a luz à criança. Logo em seguida, segundo o relato da delegada, ela teria tentado matar o bebê afogado na água do vaso sanitário. “Como a criança não morreu afogada, ela esganou, usou as mãos para matar o filho. Depois bateu no filho, porque o corpo da criança apresentava vários hematomas visíveis na região do tórax, no abdômen”, contou, explicando que baseia sua narrativa na declaração dos médicos e que o laudo cadavérico deve confirmar a versão.
Após a macabra sessão de tortura infligida ao recém-nascido, a mãe colocou o bebê em um saco preto, jogou no lixo e fugiu, mas a criança ainda estava viva. “A administração da clínica desconfiou da demora da paciente. Ao procurá-la no banheiro, viram muito sangue. Ao limparem o local, encontraram a criança ainda viva. Passaram a noite tentando reanimá-la, mas infelizmente ela veio a óbito no dia 5 [ontem] pela manhã”, contou a delegada, com tristeza na voz.
Ao tomar conhecimento deste crime brutal, equipe da Delegacia de Homicídios foi até o local e confirmou a situação. Marilene foi autuada em flagrante e está custodiada no Hospital Sagrada Família, em Salvador. “Ela foi levada para Salvador, porque aqui não tinha como fazer a curetagem, já que ela arrancou o cordão umbilical com as mãos”, explicou. “Aguardamos que a decisão judicial seja favorável ao pedido de prisão preventiva, pois não se trata de crime cometido em estado puerperal, ela passou 9 meses programando a morte do filho”, comentou a titular. Bahia no Ar.








