Há anos a população de Santo Antônio de Jesus espera a inauguração da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que está situada na Urbis III em Santo Antônio de Jesus. Muitos são os comentários a respeito da demora nessa obra que beneficiará bastante a todos e ajudará na saúde do município, que passa por problemas em meio a diversas reclamações. Em entrevista a Andaiá FM, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Lessa informou que R$ 2mi foram liberados desde 2009 pelo Governo Federal para essa construção e após cinco anos o serviço não está sendo prestado para a população. “Preocupado com isso o Conselho Municipal vem sempre buscando solução. Em abril do ano passado verificamos que a obra estava paralisada na época, mas os equipamentos para o funcionamento já estavam lá, alocados de uma maneira completamente incompatível com sua importância, sem nenhuma segurança no local. As portas estavam encostadas, mas bastava empurrar para poder entrar”, relatou. Segundo ele, foi solicitado uma segurança para o local, fato que foi atendido pela Prefeitura Municipal, foi pedido ainda um inventário dos equipamentos que estavam armazenados e nesta foi contatado a falta de vários materiais. “Diante da gravidade da situação entendemos por bem no ano passado encaminhar ao Ministério Público para que fosse verificado e tomado alguma providência quanto ao fato. Somente há 30 dias o promotor nos enviou uma resposta dizendo que como se trata de recursos federais o Ministério Público Estadual não pode fazer nenhum tipo de intervenção nessa área, porém os documentos foram encaminhados ao Ministério Público Federal para que fosse aberto um processo de investigação a respeito, independente disso a própria CGU (Controladoria Geral da União) já fez uma auditoria nessas informações, querendo entender o motivo do não funcionamento da unidade”, complementou. Marcos destacou que no documento enviado ao MPE havia a assinatura de Dr. Joan, antigo secretário de saúde do município, afirmando que a obra física da UPA estava pronta e isso permitiu que fosse encaminhada a parcela no valor de R$ 500mil para aquisição dos equipamentos, que conforme ele, de fato foram adquiridos, mas para ficarem armazenados, sem serem usados, “foi uma informação inverídica, pois a obra não está concluída e isso será fruto da investigação do MPF”, concluiu.
Redação Voz da Bahia – Letícia Oliveira










