Otto volta a defender redução da maioridade penal e comenta polêmica na CPI da Petrobras

Otto_Alencar_UPB_Levi_Bocao_News_Gilberto_JrCandidato ao Senado na chapa do petista Rui Costa, Otto Alencar (PSD) voltou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos, durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Tudo FM 102,5, nesta quarta-feira (6). “O menor que comete o crime hediondo não pode ter o mesmo tratamento que tem o jovem que está sendo objeto do tráfico. Ou o jovem que furtou para comer. Este pode ser recuperado. Ele não pode estar perto daquele menor que é reincidente. Tem que ter a mesma pena quem rouba para comer e quem rouba por prazer?”, questionou. O postulante prometeu, caso chegue ao Senado, mexer no Congresso. Para Alencar, há impunidade nas casas legislativas. “Na minha ótica tudo é impunidade. Quando se repete o crime é porque o criminoso estava consciente da impunidade. Vamos ver dentro do Congresso. Renan pegou avião e foi para Porto Seguro passear; depois foi implantar cabelo em Recife. Ele repetiu o ato porque não aconteceu absolutamente nada”, tipificou durante a entrevista ao jornalista Samuel Celestino. Ainda sobre a campanha, o candidato prometeu discutir com a Defensoria Pública a ampliação do serviço para atendimento à mulher, no interior do estado. “Nas reuniões que fizemos no interior da Bahia, uma das coisas mais solicitadas foi essa questão da violência contra a mulher. E [as mulheres] formulam a ampliação da Defensoria Pública. É importante que o estado possa prover e ampliar, e dentro da Defensoria colocar a defesa da mulher violentada. A Lei Maria da Penha avançou. Quando chega na punição e tem a pena, o código penal é complacente”, avaliou. Vice-governador do petista Jaques Wagner, Alencar comentou a denúncia do jornal Folha de São Paulo, que suscitou na edição desta quarta o envolvimento do ministro das Relações Institucionais Ricardo Berzoini, no imbróglio da compra de Pasadena. “Eu vejo isso com preocupação porque sempre no período eleitoral acontece com frequência esse tipo de denúncia. A revista Veja é contra o governo. Fizeram coisas contra o Lula. Pasadena é um negócio sério para ser resolvido. Tem de esperar terminar as investigações todas. É a principal empresa do Brasil, tem de ser respeitada. Tem que ouvir o outro lado. Acho que Ricardo Berzoini tem de se manifestar. Se ficar em silêncio, concorda que houve a situação”, sentenciou.  

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