

Esse é o primeiro caso que a OAB baiana leva para Comissão Interamericana de Direitos Humanos, por envolver ação policial e, por via indireta, do Estado. “Vamos usar esse caso como modelo, mas não vai ser o único. A tendência é que a Comissão de Direitos Humanos da OAB passe a fazer denúncias para a Comissão Interamericana”, destaca Rodrigues. O conselheiro ainda diz que em Rio Real “há um clamor muito grande para uma resolução do caso ocorrido”, e que Urbano era um profissional querido na cidade. O processo sobre a morte de Urbano Junior ainda está na fase do inquérito policial. “É um típico caso de violência policial. E como tanto outros casos que são noticiados, tem toda a dificuldade de fazer uma investigação quando está relacionado a um agente policial, pois envolve desde a intimidação policial e até mesmo dificuldades no decorrer da investigação”, explica o conselheiro. O pai do advogado, José Urbano, durante o Conselho da Ordem nesta sexta, afirmou que o caso de seu filho “tem sido emblemático para a Justiça resolver”. Segundo ele, a polícia investigativa de Rio Real “não tem a menor dúvida que o assassino de meu filho é o preposto da Polícia Militar, conhecido como Ferreira, que tem fama na cidade como matador”. O pai de Urbano ainda diz que toda cidade tem conhecimento disso, “até mesmo uma criança de oito anos”. Mas, segundo ele, o caso ainda não foi resolvido diante da deficiência da Polícia Civil, que não encontrou prova contundente para determinar a prisão do policial.








