
A criança nasceu no último dia 22, em Aparecida de Goiânia. O caso só foi descoberto por causa de uma denúncia anônima na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que acionou o Conselho Tutelar de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. O órgão acompanhou a gestação e, em parceria com o Ministério Público Estadual e a Polícia Militar, montou o flagrante no domingo. Segundo a polícia, o empresário vive com a esposa em Alvorada do Tocantins (TO), mas possui uma empresa em Aparecida de Goiânia, onde ocorreu o parto. O delegado explicou que um vizinho da garota aliciou a criança: “Ele disse ao empresário que a jovem tinha uma gestação indesejada. Como o empresário e a esposa não conseguiam ter filhos, ele, através do aliciador e da mãe da jovem, negociou o bebê”. Em depoimento à polícia, a mãe contou que tentou desistir da venda, mas o empresário a ameaçou. O delegado possui comprovantes bancários de depósitos feitos pelo homem periodicamente na conta da jovem.
Conforme a investigação, o suspeito se apresentou como pai da criança no hospital onde ocorreu o parto. “Ele estava se passando por pai do menino para depois registrar o bebê no nome dele. Posteriormente, possivelmente, ele ia pedir a guarda do filho na Justiça e ficar com a criança”, disse o delegado.
Até o início da tarde desta segunda-feira (25), o empresário continuava detido no 1º DP, mas ele será transferido para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O caso será transferido para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. Tiago informou que a mãe da jovem e o aliciador também devem ser investigados. (G1)








