
Ao contrário do que vem sendo divulgado, as condições meteorológicas não eram tão ruins na hora do acidente. De acordo com dados já apurados pelo comitê de investigação, os ventos sopravam a 230 graus a uma velocidade de sete nós — o que não derruba nem pipa — e a visibilidade do aeroporto era de 3.000 metros.
De acordo com a carta de aproximação da Base do Guarujá — cada aeroporto tem um guia em forma de mapa para orientar os procedimentos dos pilotos —, a visibilidade do Cesnna para a pista era de 2.400 metros. Isso significa que, ao chegar a essa altitude, o piloto deve avistar a pista. Em caso contrário, deve abortar o voo.
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“Ou seja, tinha visibilidade de sobra, mas o tempo deve ter mudado de repente, o que levou ele pedir a torre para bloquear e desbloquear o aeroporto. Isso não significa que ele iria arremeter, como estão dizendo, e sim que ele pretendia passar por cima do aeroporto”, disse uma fonte ligada à investigação.
Os especialistas acreditam que o piloto deveria adotar imediatamente o procedimento aproximação perdida — termo quando o piloto não chega a tocar na pista —, mas, como havia uma mudança constante de clima, ele resolveu às escuras descer mais um pouco na tentativa de visualizar a pista. Quando decidiu realizar a aproximação perdida, não tinha mais velocidade para cumprir as recomendações contidas na carta de aproximação.
De acordo com a carta da Base do Guarujá, o avião deve subir 4.000 pés em curva ascendente para a esquerda, aproando pelo NDB SAT (único sistema de instrumento existente base do aeroporto, que, por meio de sinais de rádio, apenas indica de maneira imprecisa a localização da pista de pouso) para a espera. A poucos metros da pista, onde há um obstáculo, o avião já devia estar a mil pés.
Mas, de acordo com a associação norte-americana AviationSafetyNetwork, ao se aproximar da pista sem velocidade, a aeronave já começou o procedimento errado, encurtando a curva e caindo a apenas 4,3 km na paralela da pista de aterrissagem. Com base nas informações da Aeronáutica Brasileira, a associação, mantida por grande companhia áreas, chegou a fazer um mapa ilustrando o local do início do procedimento e o local da queda da aeronave.








