A comercialização de um produto conhecido como “café fake” ou “cafake” acendeu um alerta na Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que notificou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura. De acordo com a entidade, a bebida, que imita café, contém ingredientes como palha, madeira e cascas, e estaria sendo vendida sem autorização.
O caso veio à tona após consumidores notarem uma grande diferença de preços nos supermercados. Enquanto pacotes de café costumam custar em torno de R$ 30, um produto semelhante foi encontrado por apenas R$ 13,99. A embalagem, que se assemelha às marcas tradicionais, gerou desconfiança e viralizou nas redes sociais, levando a Abic a investigar a situação.
Em 2024, o café teve um aumento de 37,4% no preço, tornando-se um dos vilões da inflação. Com a alta, surgiram versões adulteradas do produto, que chegam ao consumidor por menos da metade do valor do café original.
A Abic também alertou a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) sobre a presença desses produtos nas prateleiras ao lado das marcas tradicionais. Um dos exemplos é a marca Oficial do Brasil, cujo rótulo descreve o item como “bebida sabor café” e “pó para preparo de bebida à base de café”. Outro caso é o da marca Melissa, que tem embalagem semelhante à da Melitta, cujo café custa cerca de R$ 35 nos supermercados.
A venda do produto foi identificada em algumas cidades do Rio Grande do Sul. O Procon de Santa Catarina (Procon/SC) informou que acompanha a questão, mas ainda não recebeu denúncias no estado, o que impede uma investigação mais aprofundada.
O rótulo do chamado “café fake” indica que se trata de um “pó para preparo de bebida sabor tradicional” e que contém “aromatizante sintético idêntico ao natural”, o que reforça as preocupações quanto à sua composição e comercialização.
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