
O comunicado distribuído nesta terça pela assessoria de Aécio afirma que o senador do PSDB prestou esclarecimentos “demonstrando a absoluta improcedência” das citações feitas pelo ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS).
Em sua delação premiada, o parlamentar sul-matogrossense afirmou que o tucano tentou ocultar da CPI dos Correios informações sobre o suposto esquema de compra de votos em troca de apoio parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais durante a gestão do ex-governador Eduardo Azeredo (1995-1999), o chamado mensalão do PSDB.
O objetivo da manobra seria esconder a existência de um mensalão mineiro durante os trabalhos na CPI, que investigou o mensalão do PT.
Na ocasião, Delcídio era o presidente da CPI dos Correios. O ex-parlamentar do Mato Grosso do Sul foi preso e, posteriormente, teve o mandato cassado por conta da tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Em um de seus depoimentos aos procuradores da República, Delcídio disse que a adulteração dos dados contou com a participação do atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes que, à época, era deputado federal pelo PSDB.
Em outubro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a analisar vídeos da retirada de documentos da CPI mista dos Correios transportados ao arquivo do Senado em maio deste ano.
Uma semana depois, o Senado divulgou nota informando que o transporte dos documentos partiu de um pedido do gabinete do senador. O senador teria pedido acesso aos documentos para preparar a defesa que seria apresentada ao Supremo. Foram transportadas 46 das quase 1 mil caixas que compõem o acervo da CPI.
A assessoria de Aécio disse ao G1 nesta terça que, na ocasião, o senador tucano se limitou a pedir oficialmente ao Senado acesso à cópia de documentos públicos que é garantido a qualquer cidadão para elaborar sua defesa em relação às acusações de Delcídio.
Ainda de acordo com os assessores do senador do PSDB, a solicitação foi feita ao Senado “muito antes” de o STF ter autorizado a abertura de inquérito para investigar as denúncias de Delcídio.
“Ele [Aécio] nunca solicitou o transporte de nenhum documento, ao contrário do informado”, enfatizou a assessoria.








